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Custos da Informática Médica

20 de julho de 2010

Fábio Castro Juan Gérvas, um renomado Médico de Família espanhol, cita que o médico trabalhando na Atenção Primária (APS) caminha com “quatro pernas”: uma na assistência, outra na pesquisa, outra no ensino e outra na gestão. A informática médica também “sofre” do mesmo problema. A “perna” que mais incomoda os gestores é a que está relacionada com os custos/gastos. Como a “ideologia” da informática médica é o custo-benefício então deveriam se interessar em ver a informática médica atuando junto com a APS.

O conceito de Atenção Primária, na qual se baseia o PSF, tem sua origem e desenvolvimento intimamente relacionados com os custos. Foi o britânico Bertrand Dawson que contrapôs Flexner sugerindo que um médico generalista poderia atuar como porta de entrada ao invés do paciente ir direto ao especialista. Também considerou a cuidado da comunidade, prevenção e regionalização. Isso foi em 1920, mas apenas depois da Segunda Guerra Mundial que o conceito foi posto em prática pelo governo britânico devido a falta de recursos após o conflito. O modelo acabou tendo sucesso, com baixo custo, sem perda de eficiência e com ótima aceitação dos usuários. O conceito passou a ser copiado por outros países europeus e depois foi seguido pelos países do Terceiro Mundo. Os EUA também passaram a investir na APS na década de 60 como resposta aos grandes gastos na saúde. No Brasil foi dado o primeiro passo na Constituição de 1988 onde o Sistema de Saúde deveria ser direcionado por conceitos semelhantes que foi executado na forma do Programa de Saúde da Família (PSF) a partir de 1993. Os resultados da implantação do PSF, agora ESF (Estratégia da Saúde da Família), são considerados muito bons, mesmo com problemas como falta de capacitação dos profissionais e más condições de trabalho, o que indica que os resultados podem ser melhores ainda. Estou resumindo tudo em um parágrafo.