Gastos com Doenças Crônicas e Internações


Fábio Castro

A maioria dos gastos em saúde está concentrado nas mãos dos médicos (no carimbo mesmo), ou cerca de 75% dos gastos em saúde. Então podemos considerar que os gastos estão concentrados no Prontuário Eletrônico que pode fornecer ferramentas para que se evitem desperdícios.

O atendimento a pacientes com doenças crônicas é responsável por 75% das despesas com saúde dos Estados Unidos. Nos países ricos as doenças crônicas chegam a preencher 70% do trabalho dos médicos. A coexistência de vários problemas de saúde vai se tornando mais freqüente na população idosa (2,66 problemas por consulta) o que tende a piorar com o envelhecimento da população devido a maior expectativa de vida.

A continuidade do cuidado de doença crônicas precisa ser baseado em um sistema de informação com registro da doença. O objetivo é facilitar o cuidado estruturado do paciente, identificar pacientes em risco, estruturar cuidados preventivos e fornecer cuidados conforme as linhas-guias e “recall” para consultas planejadas. Um banco de dados centralizado facilita a avaliação, monitoramento e atendimento das complicações. A auditoria pode ser realizada contando o número de visitas e o recall evita que sejam realizadas poucas consultas. Um sistema informatizado funciona melhor ainda com a disseminação de linhas guias, educação continuada dos médicos de família, e auto-educação. (1)

A maior parte dos gastos com a saúde no SUS está relacionado com a AIH (Autorização de Internação Hospitalar) e um dos objetivos da Atenção Primária na Saúde é até diminuir estes gastos evitando que o paciente chegue ao atendimento de maior complexidade, ou citando de forma mais técnica, reduzir a internações por condições sensíveis à atenção ambulatorial.

A maioria da população brasileira (80%) é atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), do Ministério da Saúde. Ocorreram no ano de 2007, 11.309.325 internações consumindo o montante total de R$ 7.607.591.178,43. Se a Informática Médica diminuir em 10% as internações, então será economizado cerca de US$ 760 milhões por ano com 1 milhão a menos de internações. Para 40 mil equipes (atualmente são cerca de 30 mil) será necessário diminuir 25 internações por equipe.

Bibliografia:

1 – Handbook of Research on Informatics in Healthcare And Biomedicine

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