Hardwares na Atenção Primária


Fábio Castro

A imagem abaixo dá uma boa idéia do principal requisito de hardware para uso na Atenção Primária (clique nas imagens para ampliar).

A quantidade de informações que um médico tem que acessar durante o atendimento é muito grande. Uma tela bem grande seria bem vinda. As telas planas atuais (LED, Plasma e LCD) já estão com custo acessível e não tem o problema dos volumosos monitores da tecnologia de tubos de vácuo. O consumo de energia também é bem menor além de causar pouca ou nenhuma irradiação para o usuário. A definição da tela não é um requisito importante a não ser para a visualização de imagens.

A imagem abaixo também é outra situação que necessitaria um hardware dedicado.

Os dispositivos de tela móvel como os tablets já estão se espalhando a começar pelo iPAD da Apple (mas com muita restrição para instalar programas). Estão tendo sucesso pois na maioria das vezes o usuário não tem necessidade de entrar uma grande quantidade de dados. Basta tocar na tela e as vezes digitar algumas informações.

Para uso frequente no consultório já teriam limitações pois o médicos tem necessidade de entrar uma grande quantidade de dados sendo necessário um teclado. As telas touchscreen apenas substituem o mouse, mas são inadequadas para substituir o teclado. Por outro lado um iPAD (ou similar) poderia ter uso parcial durante um atendimento fora do consultório. Na prática do PSF seria uma visita domiciliar. Durante o atendimento seria entrado informações bem específicas como dados vitais, exames, pedidos de medicação, encaminhamentos. O resto das informações seriam entradas depois do atendimento já de volta a unidade de saúde. Seriam impressos a documentação pedida que depois seria entregue ao paciente pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Seria a mesma situação de uma corrida de leito em um hospital com o médico não tendo que voltar toda hora para ver dados e realizar os pedidos em um computador. O Prontuário Eletrônico tem que ter a opção de reconhecer que o atendimento está sendo feito em várias etapas sem considerar que são vários encontros.

O iPAD e similares também podem receber um teclado o que significa que pode ser usado em outras partes do serviço como a recepção, acolhimento, sala de vacina, reunião de equipe e grupos operativos. O médico iria gostar de usar como uma segunda tela para mostrar dados (se for viável) e até mostrar dados para o paciente além de usar alguma outra ferramenta como a câmera fotográfica.

Os requisitos dos hardwares atuais incluem a TI verde (tecnologia de informação). Os hardwares devem consumir o mínimo de energia elétrica possível. A tecnologia “paperless” é outro objetivo e já é uma realidade no Prontuário Eletrônico com certificação para não precisar documentar o atendimento em papel. No futuro poderemos ver o uso de cartões para guardar documentos como receitas, pedidos de exames, encaminhamento etc.

Cerca de 64% dos médicos nos EUA já estão usando smartphones no trabalho para acessar aplicativos médicos como prescrição eletrônica. O IBGE usou Smartphones para realizar o Censo 2010 e já estão sendo usados pelos ACS durante a visita domiciliar.

A virtualização pode ser o próximo passo no avanço no acesso a internet. As futuras versões de programas muito usados como o Word da Microsoft não serão instaladas no computador e sim acessados pela internet. Claro que o usuário irá precisa de uma boa conexão, mas tem a vantagem de poder mudar fácil de computador em caso de falha. Significa que se o meu computador der problema eu poderia acessar o prontuário eletrônico pelo meu smartphone. Não poderia imprimir receitas, mas não perderia o acesso aos dados.

Aparelhos eletrônicos capazes de medir a temperatura, pressão arterial e saturimetros já estão disponíveis até com capacidade de passar os dados direto para o computador. Já estão disponíveis no mercado estetoscópios com gravador de som passando os dados para o computador. Seria mais interessante se já sugerissem o diagnóstico e fornecessem recursos para comparar e auxiliar o diagnóstico.

No futuro poderá ser viável o uso de câmeras para realizar fundoscopia e otoscopia com os dados sendo enviados direto para especialistas que dariam o laudo. Para realizar teledermatologia seria necessário uma câmera de alta definição que agora estão ficando cada vez mais baratas.

Uma resposta to “Hardwares na Atenção Primária”

  1. Carlos Andrade Says:

    Parabéns pelo texto.
    Existem dois caminhos que podem ser seguidos nesta questão de atenção médica:

    Hardwares específicos,com telas touch, intuitivas, leves de fácil tranporte interno(tablets,monitores sem fio,etc) com reconhecimento de voz e texto, pois médico é um sujeito “preguiçoso” e já tem que se preocupar com muitas outras coisas em seu dia-a-dia, pra “perder” tempo aprendendo a digitar.Muitos de nós, é bem verdade, não se interessam em sequer passar um mail diariamente. Não se iluda: estes são maioria por aqui ainda.

    Enquanto o futuro não chega, o caminho passaria por desenvolvedores serem estimulados a trabalhar em softwars multiplataformas e que “conversem” entre si. Eles precisariam abranger todos os hardwares existentes no momento.No mundo dos games isto já começa a acontecer – a plataforma “Steam” e a integração da Sony com o NGP/PS3 são exemplos. No futuro, a ditadura do Windows será questionada e não é salutar a liderança do IOS hoje vigente entre os médicos. Atualmente já digo pros meus colegas “tenha um TABLET…vai te ajudar!, abandone seu Netbook”. Este estímulo dos desenvolvedores é financeiro,óbvio, mas passa pela exigência que nós fazemos em nossa rotina diária.

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