Ensino da Informática Médica


Fábio Castro

Meus colegas do trabalho estão sempre me chamado para resolver problemas no computador, impressora ou internet, mas não é esta área que me interessa. São questões relacionadas com a informática básica que cobriria as informações que todos os usuários deveriam entender. O problema é que a maioria dos médicos não conhece nem o básico. As informações que eu posto no Blog tendem a ser bem simplificadas pensando exatamente neste problema.

O ensino da informática para os médicos poderia iniciar já antes da faculdade. Para quem ainda não entrou na faculdade não vai ser problema, mas para os médicos mais antigos vai ser um problema por um longo tempo. Os alunos da turma da faculdade de um sobrinho meu se conheceram antes do inicio do curso pelo Orkut.

Uma sugestão de temas para a graduação na medicina e faz parte de cursos de informática médica para a graduação:

– Editar textos (Word), planilhas Excel, criar apresentações no powerpoint.

– Usar programas de comunicações como email, MSN e Skype.

– Uso da internet – browser, pesquisa na internet (google), favoritos, criar home-pages e blogs, etc.

– Listas de discussões e fóruns na internet

– Redes sociais (facebook, orkut)

– Segurança – anti-vírus, firewall, anti-spyware, uso seguro de email

– Hardware básico (manutenção, problemas comuns etc)

Como o conhecimento no tema varia muito de uma pessoa para outra o ensino de informática básica poderia ser opcional para nivelar os alunos pois alguns já podem ter um bom nível de conhecimento.

Conhecimentos mais avançados no fim da graduação e pós-graduação:
– Programas de epidemiologia (EPI INFO, SPSS)

– Pesquisa em sites médicos (Medicina Baseada em Evidência)

– Livros digitalizados – incluindo os usados em dispositivos móveis

– Básico sobre prontuário eletrônico

– Ensino a distância

– Telemedicina

O sucesso de um sistema de informação está relacionado com a expectativa dos médicos. A educação em nível de faculdade prepara os médicos para o uso de sistemas de informações e prontuários eletrônicos. A expectativa criada tem que ser realista pois se for muito alta leva a desilusão e se for muito baixa pode impedir a introdução de sistemas. O treino inicial deve enfatizar o uso de sistema que diminuam o trabalho administrativo e melhoria da qualidade no atendimento.

Ter conhecimento avançado também não significa que pode ser considerado um especialista na área. Um especialista teria capacidade de avaliar um programa, sugerir melhorias e até propor novos programas.

Cursos dedicados em Informática Médica temos os cursos de Informática em Saúde da UNIFESP e de Informática Biomédica da USP – Ribeirão Preto.

“A SBIS instituiu o PAP: Programa de Aperfeiçoamento Profissional, que tem como objetivo qualificar e certificar especialistas em informática em saúde, através do CAP: Certificado de Aperfeiçoamento Profissional, a ser concedido a cada 5 anos. Também instituiu o Título de Especialista em Informática em Saúde, que será concedido mediante análise curricular e realização de exame”. Mais dados podem ser encontrados no site http://sbis.virtual.org.br/

A Informática Médica também pode ser subdividida em subespecialidades. Como sugestão temos:

– Prontuário Eletrônico

– Sistemas de Apoio a Decisão

– Sistema de Informação

– Hardwares Médicos

– Telemedicina

Quanto ao local de trabalho do médico especialista na área temos:

– Hospital

– Ambulatório e consultórios

– Laboratórios

– Gestão

– Pesquisa

– Ensino

Também considero que cada especialidade médica deveria ter médicos também com especialização em Informática Médica. Um oftalmologista que também tenha conhecimentos avançados em Informática Médica estaria mais bem preparado para trabalhar em softwares voltados para a especialidade. O próprio blog é um exemplos pois as informações são voltadas para a área que eu conheço (APS).

A Informática Médica tem muita interação com outras áreas, além da Tecnologia de Informações, como os epidemiologistas que trabalham na área de Sistemas de Informação.

Uma das grandes limitações para o crescimento da área, e bem antigo, é a falta de professores capacitados na área e o desconhecimento do assunto nas faculdades. Até a bibliografia é difícil de encontrar. O problema é extensivo as outras profissões da área de saúde como enfermeiros, farmacêuticos, etc.

2 Respostas to “Ensino da Informática Médica”

  1. Leonardo Says:

    Interessante.
    É isso mesmo… A nova geração de médicos já conhecem computador muito bem… e já estão adaptados às novas tecnologias.

    Independente disso:
    Um sistema de prontuário eletrônico deve agilizar as tarefas, mesmo de um médico que saiba digitar e conheça informática.

    Veja este video: Uma consulta de DENGUE preenchida com 10 toques no teclado. http://www.meuprontuario.net/prontuario-medico/o-prontuario/apoiamos-a-digitacao

    Canal youtube: http://www.youtube.com/watch?v=cTP5qFuzleM

  2. Albert Says:

    Pois é colega no exterior encontramos cargos que incluem
    medicina e data mining por exemplo.
    “Oracle salvando vidas”.
    Por aqui é meio complicado ainda, restrito a nichos e circulos fechados com estrelas anonimas para a maioria.

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