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Por que os médicos odeiam o prontuário eletrônico?

13 de junho de 2012

O professor Renato Sabbatini postou a mensagem abaixo sobre Prontuários Eletrônicos na lista de notícias da SBIS (http://groups.google.com/group/sbis_l). É um resumo sobre um artigo (clique aqui para ver o artigo)

O que me chamou a atenção no artigo foram os comentários de outros médicos que citam que a grande maioria dos prontuários eletrônicos são péssimos. Em posts anteriores foi citado que a participação dos médicos no desenvolvimento de um Prontuário Eletrônico é um motivo de sucesso. O artigo acima cita esta questão, com os projetos sendo impostos de cima para baixo, por gestores ou administradores. Um comentário cita a postura dos desenvolvedores que focam nas metodologias de projeto e ouvem os usuários (médicos) depois.

Post original:
Artigo muito interessante no Kevin MD. Resumo da história:

1. Interfaces atrozes de usuário, ineficientes, maioria dos softwares gasta mais tempo que o papel, desenvolvimento foi top-down e não envolveu ou consultou os profissionais de saúde

2. Não está comprovado que o PEP aumenta a segurança do paciente ou a eficiência do sistema, ou baixe os custos. Mal implementado, existe evidência que é o contrário: prejudica a segurança do paciente e aumenta os custos.

3. Médicos ciosos de sua independência e receosos de julgamento de valores e competição agressiva, não querem compartilhar com outros médicos da instituição os dados de “seus” pacientes

4. Medo de que serão espionados, criticados, punidos e até demitidos por análises injustas do que entrarem no prontuário

5. Mas o pior é o argumento de que os hospitais e instituições de saúde, principalmente planos de saúde, querem controlar os médicos através do PEP, usando o seguinte esquema:

– Tira o papel, torna uso obrigatório do PEP em toda a instituição
– Não tem outro jeito, mais,  de pedir exames, procedimentos e encaminhar pacientes a não ser através do PEP
– a instituição então passa a tirar ou substitiuir certos exames, medicamentos, procedimentos, etc., da lista disponibilizada nos menus, tornando impossível seu uso pelo médico
– a liberdade do médico passa a ser restrita, muitas vezes por motivos econômicos

Se quisermos melhorar a adoção do PEP, vamos ter, como profissionais de saúde, encarar como derrubar esses obstáculos, que são sérios, muitas vezes invisíveis e não compreendidos. Um a um. Os médicos têm razão em muitos desses pontos.

Conversa sobre Telessaúde no apoio da Estratégia da Saúde da Família

13 de junho de 2012

Participe do chat e discussão ao vivo com Eno Dias de Castro Filho no dia 14 de junho de 2012 as 16:00h. Clique aqui para ver a apresentação ou aqui para maiores informações.