Carta SUS digital


No último domingo o Fantástico mostrou uma reportagem sobre fraudes no SUS:
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1681664-15605,00.html

Foi citado também fraudes com a Farmácia Popular. Foi citado que o Departamento de Assistência Farmacêutica tem doze funcionários sendo três para conferir documentação da Farmácia Popular.

No site do ministério é possível ver um software de assistência farmacêutica chamado HÓRUS – Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica :
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1675

Uma olhada rápida permite perceber que não foi criado para ser usados nos serviços privados que atuam com os medicamentos da Farmácia Popular. O diretor do DAB citou no Twitter que uma solução será o Sistema Farmácia Popular, mas não encontrei nada no google. Também citou a Carta SUS que é enviada ao paciente para conferir sobre internações. A reportagem cita pacientes que foram questionados sobre internações, mas citam apenas atendimento ambulatorial.

Os gastos com a Farmácia Popular em 2013 está estimado em R$ 2 bilhões. Supondo 10% desviado para fraudes, cerca de R$ 200 milhões, dá e sobra para criar softwares para distribuir para as farmácias (dispensação dos medicamentos), médicos (prontuário eletrônico) e pacientes (prontuário pessoal de saúde) para fazer auditoria eletrônica. A economia com a diminuição das fraudes poderia viabilizar facilmente toda a informatização do SUS.

A interface abaixo é do Facebook com um mock-up da CartaSUS digital. Claro que só o paciente veria o conteúdo da carta. Após comprar um medicamento, a Farmácia colocaria os dados no computador. Com o número do Cartão Nacional de Saúde do paciente seria enviado automaticamente a mensagem para o Facebook do paciente, caso o paciente use o sistema. A ferramenta faria parte de um Prontuário Pessoal de Saúde.

Clique na Imagem para ampliar

O prontuário eletrônico, pelo menos os usados pelos médicos do SUS, permitiria indicar se a medicação foi prescrita e evitar que seja fornecida várias vezes ou em vários estabelecimentos.

A limitação da Carta SUS digital é o acesso dos pacientes a informática, mas um tablet dos Agentes Comunitários de Saúde faria a mesma função assim como o atendimento informatizado feito pelas Enfermeiras antes da consulta com o médico.

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