Archive for the ‘Biometria’ Category

WEB Cam no Consultório

15 de junho de 2011

Fábio Castro

Fui jogar algumas coisas fora e achei uma Web Cam bem velha. Funcionou e resolvi instalar no meu computador no consultório. Comecei a fazer um cadastro dos meus pacientes. A lista era só por problemas ou ciclo de vida. A primeira impressão foi boa. Quando eu vejo a lista de pacientes que atendi não consigo me lembrar muito bem do que foi feito para cada paciente a não ser os mais conhecidos. Com as fotos dava para lembrar todo o atendimento sem dúvida. Olhando só o nome não dá para ligar as informações. Conversei com alguns colegas e alguns têm o mesmo problema.

A imagem abaixo é do programa que gerencia as imagens tiradas pela web cam. Apaguei os nomes e faces por questões éticas. Coloquei até fotos dos representantes comerciais. O programa permite colocar o nome do paciente na foto.

O outro uso foi durante a reunião da equipe. Ao começar a trabalhar em uma equipe eu fico perdido com os outros membros discutindo sobre alguns pacientes e não consigo ter noção nenhuma de quem estão falando. Com o tempo consigo reconhecer nomes, mas ainda falta lembrar quem é. Leva meses a anos para ter a população de uma área na cabeça. Com as fotos levadas em um pendrive e aberto no computador da sala de reunião o problema foi logo resolvido. Na primeira vez foi citado o nome de um paciente e ninguém sabia quem era. Mostrei a foto e foi reconhecida, mas era chamada pelo apelido e não lembravam o nome. Fazer reunião de equipe com o paciente “do lado” ficou muito mais fácil.

Alguns Prontuários Eletrônicos tem a capacidade de mostrar a foto do paciente. A foto pode aparecer também na recepção e sistemas de informação. A foto poderia aparecer sempre que o nome do paciente aparece. Um Sistema de Informação centralizado, não o de uma Equipe do PSF, não tem esta necessidade pois os pacientes não são conhecidos por quem analisa os dados. Nem mesmo o nome faz muito sentido.

Segurança de Acesso ao Prontuário Eletrônico

21 de abril de 2010

Fábio Castro

Uma característica dos Prontuários Eletrônicos com acesso a bancos de dados na Internet, ou até em um servidor local, é a facilidade de acesso aos prontuários dos pacientes pelos médicos, mas também por pessoal não autorizado e até com más intenções.

Os dados que podem ser acessados no Prontuário Eletrônico podem variar desde dados sem importância como dados vitais como pressão arterial, peso, temperatura etc, até dados sensíveis como aborto, problemas psiquiátricos, sexuais, DST, HIV e uso de drogas. Todos estes dados são confidenciais.

O Prontuário Eletrônico deve respeita a privacidade que é o desejo do paciente de controlar seus dados. O Prontuário Eletrônico também deve ter capacidade de preservar a confidencialidade que é a capacidade de liberar as informações de saúde do paciente apenas para pessoal autorizado.

A segurança de acesso é feita com autenticação, com login e senha, e a autorização (só busca dados de seus pacientes) seria o mínimo para o controle dos dados.

O próprio paciente pode ter meios de controlar quem está acessando seu Prontuário Eletrônico através do seu Prontuário Pessoal de Saúde. O Prontuário Pessoal de Saúde pode listar os profissionais que acessaram o Prontuário Eletrônico com dados sobre quem, quando, o quê fez (quais partes do prontuário acessou), por quanto tempo, onde estava (hospital, centro de saúde etc) e o que imprimiu. Pode até ser uma janela tipo “pop up” alertando sobre um acesso. Depois o Prontuário Pessoal de Saúde indica as condutas que paciente pode tomar como notificar por e-mail, telefone ou ir à policia.

Um tipo de alerta comum serão os acessos ao paciente errado o que é relativamente comum. Pode entrar o nome errado (Luiz ao invés de Luis), número do prontuário errado, ou clicar no paciente errado em uma lista. Estes acessos incorretos serão bem rápidos com o médico saindo rápido do prontuário e pode até deixar uma mensagem como “acesso errado”.

No PSF seria até normal o acesso ao Prontuário Eletrônico sem uma consulta médica, por algum membro da equipe, principalmente o médico ou o enfermeiro. Pode ser para consultar algum dado, discutir e anotar dados em uma reunião de equipe, avaliar exames laboratoriais, ações de vigilância etc. Como o médico do PSF tem uma lista de pacientes estes acessos nem resultariam em alerta. O que interessa então é vigiar os acessos indevidos.

Uma boa ferramenta para evitar acesso indevido pode ser a biometria. O consultório ou local onde se acessa os Prontuários Eletrônicos teriam mecanismos para leitura de impressão digital, reconhecimento de voz ou de face.

Os monitores de notebook costumam ter uma câmera de TV embutida voltada para quem está olhando para a tela. Em um computador tipo desktop pode ser câmera externa, também usada para outras funções como tirar foto do paciente, ou fotografar informações clínicas (Dermatologia principalmente). A imagem de quem acessou pode até ser enviada para o paciente junto com a foto do responsável pelo login e senha que está sendo usado.

As ferramentas de detecção de impressão de digital podem ser usadas para indicar que o médico e/ou o paciente está presente e confirmar a identificação. Pode ser usado para mostrar que o acesso foi fora do local ou horário de atendimento normal. O problema é que só funcionaria em um computador com mecanismos de biometria sendo que o médico do PSF poderia acessar os dados dos seus pacientes quando quiser. Pode ser, por exemplo, para estudar um caso mais complicado em casa.

As limitações das idéias acima seriam a dificuldade de implantar um Prontuário Pessoal de Saúde para toda a população usuária do SUS e os custos relacionados (mas nem tanto).