Archive for the ‘CIAP – ICPC2’ Category

Test Drive do Alert – Parte 3 – Entrada de Dados

7 de fevereiro de 2011

Fábio Castro

O segundo ícone na barra de ferramenta superior é o Histórico. Clicando no ícone aparece uma barra de ferramentas a esquerda com opções para visualização e entrada de vários tipos de dados. A tela está padronizada para mostrar inicialmente um Resumo dos contatos com o serviço, Lista de Problemas, Alertas, Lista de Exames e Medicações de uso crônico.

Os contatos podem ser vistos na forma de linha do tempo com a opção de visualização por ano, mês, semanas e dias. Os contatos planejados mostram as consultas marcadas e exames clínicos a serem realizados.

No painel de ferramentas a esquerda é possível visualizar os mesmos itens das ferramentas disponíveis no SOAP de forma mais detalhada e entrar novos dados. O próximo item são os dados de Antecedentes e Alergias. Na barra de ferramentas inferior tem um símbolo para entrar os dados. A interface abaixo mostra o símbolo colado na tela, marcado em azul, que aparece depois da escolha.

A opção “Antecedentes” abre uma nova barra de ferramentas a esquerda com mais itens. As ferramentas de entrada de dados vitais e diagramas corporais já foram comentados no SOAP. Na opção Hábitos é possível entrar dados estruturados e não estruturados sobre os vícios do paciente e sua História Pregressa. Se o Alert tivesse uma lista de problemas sempre visível estes dados poderiam ser mostrados como problemas inativos.

O paciente que visualizei não tinha nenhum diagnóstico na opção Diagnósticos Anteriores. Imagino que se o dado vier do módulo de “Problemas” irá acontecer uma repetição de diagnósticos como Asma, Hipertensão etc, com a tela ficando difícil de ver. Seria mais simples colocar o diagnóstico uma vez só e indicar na planilha a data dos novos encontros sobre este problema.

Nos Instrumentos de Avaliação existe a opção de usar instrumentos de avaliação de risco. Pode ser avaliação de risco para Hipertensão e Diabetes e Avaliação Funcional como Escala de Breden, Morsee Karnofsky (era o que estava disponível). Boa parte das doenças tem uma classificação de risco e o SOAP por problemas poderia ser uma ótima opção para criar um filtro para classificação.

As funções relacionadas com a Gestação e Desenvolvimento Infantil parecem fora do contexto pois abri o prontuário de um homem adulto. São módulos que deveriam estar desabilitados a não ser que os dados de desenvolvimento infantil do paciente tenham sido preenchidos 20 anos atrás ou estejam disponíveis para serem entrados no momento atual.

A ferramenta “Histórico” me parece confusa. São dados que poderiam estar sendo entrados na consulta atual. Por exemplo, o tabagismo é um problema que deve ser avaliado na APS. Os dados poderiam estar sendo entrados no SOAP e não só nos antecedentes que serviria mais para descrever um ex tabagista. O mesmo serve para as alergias. O médico poderia estar descrevendo um episódio de alergia recente e não um episódio anterior. Então o programa deveria deixar claro que estou entrando a data de problema antigo.

O Alert tem muitas ferramentas para a equipe de Enfermagem. Com não é a minha área eu não dei muita atenção. O módulo de Vacina parece ser bem útil.

Lista de Problemas

A tela de Problemas disponibiliza várias tabelas e codificações. A mais conhecida é o CID 10 e a preconizada para a APS é o CIAP2. Escolhendo um código fica disponível as subcategorias. Eu uso um arquivo para pesquisa do CID que tem opção de procurar por letras (A, B, C etc), separando cada especialidade, e depois por número. A ferramenta ficaria ainda mais interessante com um filtro para os códigos do CID mais usados na APS. O programa poderia até perceber as letras mais usadas pelo especialidade do profissional e a deixar como default. Um obstetra usa muito a letra Z de 30 a 39. Então aparece a letra, depois os primeiros números. Basta clicar para aparecer o terceiro número. A descrição da Wikipédia está bem prática

A codificação do CIAP é fácil de introduzir. O CIAP se baseia no fato de apenas 30 diagnósticos representarem 50% dos atendimentos em APS. São algumas centenas para cobrir a maior parte das doenças e são doenças com prevalência maior que 1/1000 na população. São doenças comuns que podem ser tratadas na APS. Para o resto é usado o CID.

Tentei procurar e não achei uma opção de “repetir diagnóstico”. Serviria para indicar que é um novo Encontro ou Episódio. É uma forma simples de entrar um código sem ter que fazer busca sendo muito usado em atendimento de doenças crônicas.

CID 10 na Wikipedia  http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_códigos_da_CID-10)

Test Drive do Alert – Parte 1

Test Drive do Alert – Parte 2

Encontro do Grupo Tarefa CIAP/ICPC2 e Prontuário Eletrônico

8 de dezembro de 2010

Foi realizado em São Paulo, no fim de Novembro, um encontro do Grupo Tarefa sobre a codificação CIAP/ICPC2 e Prontuário Eletrônico da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), além de representantes do Ministério da Saúde e cinco empresas desenvolvedoras que apresentaram seus Prontuários Eletrônicos.

O objetivo foi discutir questões relacionadas com o Prontuário Eletrônico na Atenção Primária a Saúde (APS) focando inicialmente no CIAP/ICPC2, SOAP e o conceito de Episódio. Entre os objetivos estavam estudar a criação de um Certificado para Atenção Primária na Saúde (APS), requisitos para os prontuários eletrônicos na APS e pesquisas relacionadas com o assunto.

Foram realizadas cinco apresentações de software sendo três estrangeiros. Nenhum dos software respondia completamente ao uso do CIAP, SOAP e conceito de Episódio/Encontro. No final foi escolhido iniciar os trabalhos com o software holandês TransHis para realizar algumas pesquisas sobre o assunto.

Uma informação interessante que foi discutida é que não existe Prontuário Eletrônico ideal e dificilmente deverá existir pois as empresas tendem a desenvolver um software para servir para todas as situações com o objetivo de diminuir os custos de desenvolvimento. Então pelo menos deveria existir garantias que os requisitos para a APS sejam contemplados.

Em relação aos custos uma empresa citou o valor de 0,25 centavos por habitando por mês. Este valor simplifica questões burocrática pois pode ser instalado em um número ilimitado de computadores ou sem limites de usuários na Cidade.

Considerando 3 reais de gastos com habitante por ano e considerando outros gastos como hardware, instalações e apoio daria cerca de 1% do que o Governo gasta por habitante por ano (cerca de 450 reais). Em termos de Brasil seria cerca de 400 milhões de Reais por mês cobrindo 70% da população. Em 10 anos seriam um gasto de 4 bilhões de Reais o que dá uma idéia da importância do tema e garantir que o investimento seja bem feito deixando de ser apenas mais burocracia, trabalho, perda de tempo e dor de cabeça para os profissionais e sim algo útil e que resolva, pelo menos em partes, os problemas encontrados na APS no Brasil.

Bibliografia

Diagnóstico de Demanda em Florianópolis utilizando a Classificação Internacional de Atenção Primária 2a Edição (CIAP 2) – http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5159/tde-08032010-164025/publico/GustavoGusso.pdf