Archive for the ‘Exames Laboratoriais’ Category

Favoritos no Prontuário Eletrônico

27 de abril de 2011

Fábio Castro

Todo mundo deve ter uma lista de Favoritos no seu Browser. Quando liga o computador o usuário vai direto nesta lista de favoritos para ir aos seus sites favoritos sem ter que perder tempo digitando o link, lembrando o endereço ou fazendo buscas.

A prática da Medicina também tem seus exemplos de “favoritos”. Um bom exemplo pode ser uma lista de CIDs, medicamentos ou exames que são mais usados. Um exemplo pode ser um plantão de pronto atendimento. Os CIDs das doenças mais comuns em um PA podem estar listados em uma folha para facilitar a busca. O mesmo pode acontecer com as medicações e exames disponíveis no serviço. A lógica serve para qualquer especialista. Um oftalmologista usa, na maioria das vezes, os códigos do CID relacionados com a sua especialidade e mesmo assim apenas uma parte é usada com mais frequencia.

Na Atenção Primária a Saúde (APS) foi criada a Codificação Internacional da Atenção Primária (CIAP) para complementar o CID 10. O CIAP funciona como um favorito por listar os problemas mais comuns encontrados na APS (incidência maior que 1 por 1000 na população). Para o resto continua sendo usado o CID.

A interface abaixo é um exemplo do uso do CIAP em um Prontuário Eletrônico que usa o conceito de Prontuário Orientado para o Problema com Lista de Problemas (clique nas imagens para aumentar de tamanho). O profissional clica na primeira coluna para escolher o sistema (foi escolhido o sistema hematológico – B de blood); depois foi escolhido procedimento (2); e apareceu uma lista dos problemas mais frequentes.

Para quem se interessar em ver como funciona é só clicar no link: http://icpc2.danielpinto.net/A/

Depois de definido o diagnóstico o profissional pode querer prescrever alguns exames. A interface abaixo mostra um modelo de favoritos para escolha de exames para um problema (no caso foi selecionado o problema ASMA). Na primeira coluna estão os exames geralmente pedidos durante um atendimento da asma. Na segunda coluna fica outra lista de exames mais pedidos e não todos os exames pois a lista seria muito grande. Na terceira coluna tem um exame agrupado com todos os exames usados para o diagnóstico diferencial da Asma que podem ser pedidos com poucos cliques. O Prontuário Orientado para o Problema facilita criar a lista de exames para cada problema.

Pedir medicação segue a mesma lógica. Na interface abaixo a primeira coluna lista as medicações disponíveis na farmácia do SUS. As cores indicam se estão disponíveis no estoque (verde) ou não (vermelho). É um fator de decisão importante na decisão dos médicos que trabalham na PSF. Na segunda coluna estão listados todos os medicamentos usados no tratamento da Asma (nem todos). Os medicamentos disponíveis para serem comprados na farmácia popular também estão marcados (a lista é fictícia). A terceira coluna mostra modelos de prescrição já prontos onde com poucos cliques é possível criar uma prescrição para o problema Asma. Novamente o Prontuário Orientado para o Problema facilita criar a lista de medicação para cada problema.

Outras tarefas de um Prontuário Eletrônico também seguem a mesma lógica. Pedir um encaminhamento para um paciente com Asma na grande maioria das vezes será para um Pneumologista. Ao se pedir atestado médico será na maioria das vezes por um dia então tem que ter esta opção já pronta. Os lembretes e sumários são outros exemplos de favoritos, mas para mostrar os dados que devem ser visualizados com mais frequencia. A Lista de Problemas da interface dos exemplos anteriores também é um exemplo de favorito pois só mostra os problemas principais e esconde os menos importantes.

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SUS BOOK – Prontuário Pessoal de Saúde

23 de março de 2011

Fábio Castro

O paciente é um dos recursos de saúde menos usados pelo sistema de saúde. Um paciente gasta apenas algumas horas por ano com o médico, mas gasta o dia inteiro, durante todo o ano, cuidando de si, seja tomando medicações, seguindo orientações, se alimentando corretamente (ou não), dormindo adequadamente, fazendo atividade física, controlando vícios etc. A participação do paciente está sempre presente na forma de tomada decisão, autocuidados e práticas colaborativas. Uma ferramenta de Informática Médica para apoiar o paciente a cuidar da sua própria saúde é o Prontuário Pessoal de Saúde.

Interface de um Prontuário Pessoal de Saúde do SUS

A interface mostrada abaixo é um exemplo de como seria um Prontuário Pessoal de Saúde do público. Foi chamado de SUSbook por ter ser uma cópia do Facebook (Clique na imagem para aumentar de tamanho).

Um Prontuário Pessoal de Saúde inicia com o paciente se cadastrando (editar meu perfil). O paciente indica seus dados demográficos. Depois de entrar os dados do seu endereço é possível saber qual é a sua nova equipe do Programa de Saúde da Família (PSF). Se o paciente estiver mudando de endereço poderá saber qual será a sua nova equipe do PSF. Os números em vermelhos é uma indicação da legenda abaixo.

1 – Na opção “minha equipe” estaria disponíveis o endereço onde a equipe atua, os profissionais da equipe (com foto) e dados sobre o funcionamento da equipe (agendamento, acolhimento, horários, serviços disponíveis etc). Pode saber pela foto quem será seu ACS que irá visitá-lo.

2 – Na opção “meus problemas de saúde” a lista de problemas pode ser criada pelo médico ou algum profissional de saúde. Preferivelmente deveria ser criada pelo prontuário eletrônico ou corre o risco de duplicar trabalhos e por isso ser até evitado. O paciente também teria como adicionar problemas de forma não estruturada ou estruturada (vícios, por exemplo). Os médicos dos serviços de urgência poderiam ter acesso fácil a estes módulos com senha especial.

Cada problema pode ser seguido de várias ferramentas para auxiliar o paciente a se autocuidar. As ferramentas estariam relacionadas com a educação do paciente como textos, fotos e vídeos.

3 – Na opção “meus medicamentos” ficam relacionados as medicações em uso pelo paciente ou que já foram usadas. Pode incluir alergias e efeitos colaterais. Dados de bulário e dicas para uso podem estar disponíveis. Novamente é uma lista de interesse para os serviços de urgência.

Dados mostrados em forma de gráfico, tabelas ou listas podem mudar muito estratégia de tomada de decisão do paciente. A prescrição de medicação é difícil para o paciente ler. Então o Prontuário Pessoal de Saúde pode mostrar as medicações de outra forma na tela em um formato diferente da prescrita para responder as necessidades administrativas da farmácia, mas em um formato fácil de ser entendido pelo paciente.

4 – Na opção “meus exames” podem ser listados os resultados de exames que o paciente já realizou. Trocar dados com o prontuário eletrônico seria ideal. Alguns exames realizados em casa poderiam ter seus dados disponibilizados para o médico como a glicemia capilar.

5 – Na opção “meus tratamentos” podem estar listados os tratamentos que o paciente realiza como fisioterapia, nutricionista, odontologia, psicólogo etc.

6 – As “minhas consultas” são encontros que o paciente teve com vários serviços de saúde. Em todos podem estar listados automaticamente com os dados entrados pelo prontuário eletrônico. Então o paciente pode entrar os dados pelo computador.

7 – A opção “minha saúde” estaria relacionada com a educação em saúde como o que deve saber e se informar, como dormir, se alimentar, atividade física e alimentação. Pode ser na forma de textos, imagens e vídeos.

Os médicos têm pouco tempo para explicar problemas e dar orientações aos pacientes. Então a consulta pode continuar pela internet sendo mais detalhada e até de forma repetitiva, em vários formatos como texto, imagem e vídeos. Pode ser interativo ou como uma cópia de material impresso. Também pode considerar o contexto local como favela, comunidade indígena, comunidade rural etc, ou o contexto pessoal como paciente idoso, grávida, adolescente etc. O conteúdo pode ser escrito por profissionais ou autoescrito. No caso de crianças pode as informações podem ser disponibilizadas na forma de jogos educativos.

8 – A opção “meus grupos” está mais relacionados com fóruns e grupos de discussão que o paciente pode entrar. O grupo está relacionado com alguma doença que o paciente tenha. O grupo pode ser local (equipe) ou de maior abrangência (até nacional). Estes grupos são muito úteis para o caso de doenças raras onde os participantes trocam idéias e informações.

9  e 10 – As opções “Estou com problema” e “urgência e emergência” estão relacionados com problemas agudos. O paciente passaria a ter acesso a informações sobre como proceder em caso de algum problema agudo. As informações podem ser por chat, email, mensagem e até indicar um telefone. Poderia ser uma escala de classificação de risco por sintomas preenchido pelo próprio paciente.

11 – A ferramenta “acessos” é um controle que o usuário pode ter sobre quem e quando seu prontuário pessoal foi acessado. É uma forma do próprio usuário fiscalizar e controlar o acesso. No caso dos profissionais da sua equipe a permissão de acesso é automática assim como a de médicos da urgência.

O “SUSbook” teria muita restrição de acesso, mas nada impede que tenha uma área pública para postar notícias curtas como o Twitter. Um exemplo da utilidade desta ferramenta seria o episódio recente do terremoto no Japão com o SUSbook sendo usado para conferir a situação do paciente. Como existe uma relação com o endereço então poderia ser criado busca automática com resposta automática para quem estiver procurando notícias dos parentes.

Gestão de Conteúdo

Na coluna central da interface ficaria o conteúdo dinâmico que pode ser atualizado. Como default são mostrados as notícias. No caso do nosso paciente está indicado que o médico da equipe está de férias e poderiam ser adicionadas mais informações sobre como proceder (item 12).

Os funcionários da recepção do centro de saúde vão gostar que os pacientes deixem de procurar a unidade para saber se os seus exames estão prontos ao pesquisarem na internet (item 13).

Um problema comum é o paciente ficar sem medicação e usar a falta de medicação como desculpa para conseguir uma consulta mais rápida. Novamente vai ter uma ferramenta para diminuir este problema (item 14).

A opção de escolher se vai poder ir ou não a uma consulta com o especialista pode viabilizar o conceito de Prontuário Pessoal de Saúde. Em algumas especialidades os pacientes chegam a faltar em 50% das consultas. A solução pode ser contratar mais especialistas ou criar processos que diminuam as faltas. Os pacientes vão gostar de remarcar a consulta para uma data mais apropriada, sem serem penalizados, ou indicar que o problema foi resolvido ou não precisam mais (item 15).

O paciente teria controle sobre quem acessou seu Prontuário Pessoal de Saúde. Pode ter a opção de denunciar sendo que quem acessa prontuários estaria sendo suspeito de abusos (item 16).

O Prontuário Pessoal de Saúde também poderia ter ferramentas para viabilizar o pagamento por desempenho. Um profissional pode simplesmente entrar o nome de um paciente e simular uma consulta. Então o paciente passa a ser uma fonte para indicar uma possível fraude. Erros repetitivos seriam bem sugestivos de abuso (item 17).

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Adicionei uma ferramenta para entrada rápida de dados como a glicemia capilar (item 18). Aparelhos portáteis como o glicosímetro já estão sendo distribuídos a população. O acesso a esfigmomanômetros automatizados pela população também está ocorrendo. Os dados poderiam ser disponibilizados diretamente no Prontuário Eletrônico e criar alertas se os dados estiverem muito alterados. Podem até sugerir alterações na medicação como ajuste de dose de insulina ou caso ocorra hipoglicemia.

O monitoramento remoto é a captura de dados paciente vitais fora sistema saúde. Mudanças nas condições do paciente sempre ocorrem entre os encontros e podem ser detectados medindo alguns parâmetros. Se tratados rapidamente podem melhorar as condições do paciente. Funciona bem para o gerenciamento e pouco para o diagnóstico e com doença crônicas.

Existem vários tipos de anúncio que podem ser úteis para o paciente (item 19). Alguns são locais como os serviços disponíveis para a população como os citados na interface.

Riscos

A charge abaixo é uma boa indicação que o Prontuário Pessoal de Saúde pode ter sucesso.

As mídias sociais são muito eficientes em criar vício nos seus usuários. Por outro lado o PHI não é bem uma mídia social apesar de ser bem parecido. O paciente pode não aceitar por ver risco da perda de privacidade. Pode ter dificuldade para entender o funcionamento. No caso do SUS a limitação é a dificuldade de acesso da população e até o analfabetismo. O acesso a computadores e internet está se tornando cada vez maior com a redução do custo do hardware.

Teste Drive do Alert – Parte 2 – Entrada de Dados

24 de janeiro de 2011

Fábio Castro

A versão do Alert que foi testada trabalha com o SOAP ao contrario da versão anterior que trabalhava com o modo convencional de anamnese, exame físico etc.

O SOAP não é primeiro módulo a seguir, mas foi o primeiro lugar que eu procurei para entrar dados. Quando a consulta clínica inicia costumo ir direto para entrada de dados. Se tiver que ver o histórico do paciente o médico pode ver antes da chegada do paciente ou se for necessário durante a consulta.

A versão que foi testada trabalha com o conceito de Encontro e Motivo da Consulta” que pode ser codificado com o CID e futuramente o CIAP. Nos campos de Motivo da Consulta é possível escolher o “Motivo da consulta” escolhendo se é consulta de enfermagem, hipertenso/diabético, saúde idoso/mulher, adulto etc.

O conceito de encontro considera o Motivo do Encontro, o Diagnóstico e o que foi feito durante a consulta (tratamentos, processos etc). Um Encontro pode ser um diagnóstico ou vários subencontros com vários diagnósticos. Pode ser um episódio novo ou um Encontro referente a um Episódio anterior. A interface abaixo mostra a escolha do campo caracterizando o tipo de encontro (clique na imagem para aumentar de tamanho).

A interface tem muita redundância. Existem campos para entrada de texto digitado pelo profissional (setas escuras), ícones para entrada de dados estruturados para cada campo que também são repetidas no painel de ferramenta a esquerda. Algumas funções como diagnóstico e referenciamento (marcado em verde) é repetido na barra de ferramentas acima da tela. É possível seguir uma sequência de entrada de dados estruturada usando apenas o painel de ferramentas a esquerda.

Nos campos do SOAP é possível entrar dados de forma não estruturada, digitando um texto livre, e de forma estruturada bastando clicar nos ícones do lado de cada campo. A função dos ícones é repetida no painel de ferramenta a esquerda com o usuário podendo mudar de ação sem voltar para o modo SOAP.

SUBJETIVO

No “S” existe a opção de colocar a história pregressa e usar formulários padrão para fazer a entrada de dados estruturada. A caixa de texto recebe os dados não estruturados digitados pelo profissional e o espaço abaixo recebe os dados não estruturados.  A entrada de dados estruturados pode ser feita só com um clique e depois editado com dados adicionais. Os dados que foram ignorados não aparecem.

OBJETIVO

Como no “S”, no “O” existem ferramentas para entrar os dados vitais e exame físico de forma estruturada.

A ferramenta diagrama corporal é um desenho onde as queixas como dores, feridas e lesões são mostradas graficamente no modelo do corpo humano. São usados ícones para feridas, queimaduras, cicatrizes e fraturas. Existem símbolos para dores, drenos e cateteres. Pode ser usado o zoom e selecionar desenhos para áreas específicas do corpo como a cabeça.  Eu gostaria de uma ferramenta semelhantes para fazer diagnósticos como pontos de dor da Fibromialgia ou pedir exame de RX. Clico no ombro e me mostra as opções para escolher.


AVALIAÇÃO

No “A” ficam as ferramentas para escolha do código da doença. Existe campo para diagnostico diferencial com o dado sendo entrado pelo profissional. Em alguns livros já existe uma lista de diagnóstico diferencial já pronta para cada doença de diagnóstico diferencial. Esta opção iria facilitar o trabalho e até o diagnóstico (dx frequentes).


PLANO

No “P” ficam as ferramentas de pedido de exames, encaminhamentos para outros especialistas e prescrição de medicamentos.

A prescrição de medicação tem que ser uma ferramenta bem feita pois será muito usada. A prescrição do Alert não está intuitiva sendo difícil prescrever sem ler os textos de ajuda. Mesmo depois de ler é difícil criar uma receita. Não existe a opção de “repetir” uma receita o que é muito útil no caso de pacientes crônicos com uma lista grande de medicação.

Ao se escolher a prescrição de medicamento aparece uma lista por grupo farmacológico. Clicando em uma opção aparece a lista de medicação daquele grupo. Depois é só escolher (ícone do dedo) e clicar em “OK” no canto inferior direito. A edição não é fácil sendo um misto de dados estruturados e não estruturados. Para complicar não é possível salvar a prescrição como um modelo pronto. Por exemplo, no prontuário atual que estou usando tenho várias receitas salvas para Dengue. Todas tem Paracetamol, Soro Caseiro e Hidratação para vários pesos (50kg, 60kg, 70kg, 80kg etc). Só é necessário clicar em uma e mandar imprimir. Antes havia até um modo de usar o teclado para ir para a lista de medicação. Clico no “D” e pula para a lista de medicação iniciando com a letra “D”. Parece bem mais rápido e prático do que usar uma barra de rolagem.

No SUS é interessante o uso de algum tipo de simbologia indicando que a medicação está disponível ou não na farmácia do SUS, se é uma medicação da farmácia popular, programas especiais ou se tem quer ser comprado.

Encaminhar para o especialista é relativamente fácil. Clica no ícone de referenciamento no P (ou nos painéis de ferramentas a esquerda ou acima), escolhe uma especialidade na lista e preenche os campos. Depois é só imprimir. Usar tecla de atalho para ir direto para a especialidade também ajudaria. Clico em “O” e vai direto para Otorrino. Outra ferramenta é um campo para fazer uma busca com palavras na lista disponível. Também são muitos campos para preencher. Podia ter um bem simples só para a história clínica. A ferramenta viewer (a azulada a direita) tem campos indicando consultas que serão realizadas ou se já foram realizadas.

Na ferramentas de “exames” tem a opção de pedir exames clínicos, radiografias, outros exames e também tem as opções de ensino, curativos e procedimentos. Escolhendo uma opção aparece uma lista de exames disponíveis. É só escolher o exame desejado, preencher os campos indicados e imprimir. Os exames pedidos são mostrados no Viewer a direita. A ferramenta não serve para ver o resultado dos mesmos pedidos posteriormente (pelo menos não tive a oportunidade de pedir e ver o que acontece).

No meu Prontuário Eletrônico atual eu sinto falta de um filtro para exames clínicos mais usados. A lista está “poluída” com exames raramente usados ou só usados por especialistas. Já usei um prontuário onde era possível criar um grupo de exames. Ao invés de pedir um por um eu podia escolher um grupo com “rotina para hipertensão”, “primeira consulta de pré natal”, “diagnóstico de hepatite”, “rotina de reumatologia”  etc. Com poucos cliques do mouse eu pedia vários exames de uma vez só.

Para um serviço de saúde pública seria interessante indicar que o exame está disponível ou não, tempo de demora, se é alto custo, se só pode ser pedido por especialista ou determinar a prioridade. São problemas comuns na rede pública que não existe na rede privada.


Test Drive do Alert – Parte 1


Visualizando Exames Complementares

3 de junho de 2009

Fábio Castro

Em uma conversa com uma médica me foi relatado que ela consultou com uma dentista e depois de ter feito um Raio-X a profissional avisou que se o exame tivesse alguma alteração ela chamaria de volta e que se não telefonar o Raio-X não teria alterações. A médica pensou em poder fazer o mesmo com seus pacientes devido a grande quantidade de exames de rotina que não precisam da presença dos pacientes. No caso da Dentista o problema era fácil de resolver, pois ela mesmo era a responsável pelo exame não dependendo de outra equipe ou serviço externo.

O exemplo abaixo mostra uma solução informatizada para o problema acima mas pensando inicialmente apenas em exames de urgência. A solução serve adequadamente para os exames de rotina já citados. A tela abaixo seria um exemplo prático. O profissional chega no trabalho e abre uma planilha (abaixo) mostrando se chegaram os resultados de exames pedidos e que podem ser visualizados na mesma hora.

examesvisualizar

Na lista só aparecem os exames que foram marcados para aparecer na planilha como os exames de urgência e exames de rotina onde não seria necessária a presença do paciente. Os outros exames que não foram marcados teriam mesmo que ser trazidos pelo paciente.

A planilha mostra diferença de cores para indicar os exames que estão alterados. No caso do Raio X o exame só mostraria o laudo do Radiologista se não for possível mostrar uma imagem (o que seria o ideal).

A tela inclui alertas e observações dados pelos profissionais do laboratório indicando que outros profissionais podem incluir exames na planilha e não só o médico que pediu. Por exemplo, no caso de exames de Preventivo seria ideal informar o resultado dos exames anteriores para poder indicar quando a paciente irá voltar para um novo exame (informação que será repassada pelo ACS). Sem este aviso o profissional teria que entrar no prontuário eletrônico para analisar os exames anteriores.

O exame é lido no computador podendo ser impresso na hora e guardado no prontuário escrito ou gerado um alerta para imprimir na próxima consulta. O prontuário eletrônico também imprime um aviso para os ACS entregarem aos pacientes informando que o exame foi visto pelo médico e que não teve alterações ou que é necessária a presença do paciente para dar continuidade a consulta (urgência ou rotina).

O objetivo final seria economizar tempo durante os atendimentos, pois o paciente não precisaria ir à unidade para saber se o resultado chegou, não precisa marcar consulta e nem precisa de uma consulta com o médico. Para a equipe resulta em mais vagas para pacientes que realmente precisam estar na presença do médico. Se o citado acima consistir em 10% do trabalho de um médico então seria possível trocar quase 10% do tempo usado para outras atividades como novas consultas médicas.

Já ao abrir o prontuário seria possível receber um alerta indicando que existem exames de laboratório prontos com indicação do laboratório que deveriam ser lidos com urgência.

Para ser viável os laboratórios precisam de um programa para registrar as informações. Pode ser o próprio prontuário eletrônico do médico, mas com os técnicos só tendo acesso a parte de exames laboratoriais e ter capacidade de indicar alertas ou observações. Os dados teriam que ser enviados pela internet, e-mail ou alguma mídia (CD, disquete) para ser acessado pela equipe do PSF.

A capacidade citada acima chega bem próximo da descrição de um RES (Registro Eletrônico de Saúde) que seria o nível mais alto da etapa evolutiva de um prontuário eletrônico (1) onde a capacidade “inclui uma rede de fornecedores e redes locais, tendo o paciente como centro. A informação não é baseada somente nas necessidades dos serviços de saúde; é baseada na saúde e na doença do indivíduo”. O paciente acima está sendo acompanhado também por outras equipes equipadas com um sistema eletrônico compatível onde trocam dados. Pode ser o mesmo prontuário eletrônico, mas com funções limitadas. No caso dos profissionais do laboratório só teriam acesso as telas de exames laboratoriais que ficaram responsáveis por realizar podendo adicionar comentários e alertas.”

1 – O Prontuário Eletrônico do Paciente – http://www.cori.unicamp.br/foruns/arte/evento18/heimar.ppt