Archive for the ‘Hardware’ Category

Tirando Foto no Consultório

24 de novembro de 2011

A interface abaixo é de um prontuário que permite que o usuário desenhe o que viu durante a consulta. No caso era uma consulta de ginecologia com o médico desenhando o que viu no exame do colo do útero. Eu não entendi o desenho.

Conversando com a Ginecologia do meu Centro de Sáúde ela até que gostou da idéia de ter uma webcam no consultório, ou algum hardware parecido, para tirar fotos do cólo do útero que seriam passadas direto para o Prontuário Eletrônico.

Eu já tive oportunidade de tirar fotos durante a consulta, mas era para resolver outro problema. As vezes os pacientes chegam com documentos que eu gostaria de ter uma cópia. A imagem abaixo é uma bem recente que tirei com a câmera do meu celular. Gostei do formulário pronto para fazer risco cirúrgico e tirei uma foto para pesquisar depois. Seria até um bom formulário para ter no prontuário eletrônico, mas é assunto para outro post.

Hardware do Futuro

9 de outubro de 2011

Na última vez que levei minha filha no médico a primeira coisa que notei foi que o consultório estava informatizado. A segunda era o tamanho do computador. Era bem pequeno, quase cabendo até no bolso, com os fios de energia, teclado, mouse, impressora, rede e monitor de vídeo. Deve usar memória flash e talvez tenha até um pendrive dentro no lugar do HD. Não tinha um CD, mas deve usar uma saída USB.

Comecei a pensar em como poderão ser os computadores que apoiariam os Prontuários Eletrônicos no futuro. Não precisam ser poderosos em termos de processamento ou memória. Meu smartphone deve ser pelo menos 10 vezes mais poderoso que um PC de 10 anos atrás. Fico imaginando o dia em que o médico chega no consultório, tira o smartphone do bolso, conecta no vídeo e passa a usar o teclado e o mouse para entrar dados para o Prontuário Eletrônico que roda no celular.

Já na visita domiciliar o smartphone seria conectado a uma tela menor virando um tablet. Em uma aula/curso/reunião poderia ser conectado em uma tela maior com teclado virando um laptop. Os computadores de hoje já fazem isso com a imagem sendo passada para um datashow. Quem não vai gostar desta idéia são os fabricantes pois venderiam bem menos.

Fiz uma fotomontagem de um celular acoplado em uma tela de computador e passando a virar um desktop. Falta um fone de ouvido e microfone para funcionar também como celular enquanto estiver conectado.

Hardwares na Atenção Primária

13 de abril de 2011

Fábio Castro

A imagem abaixo dá uma boa idéia do principal requisito de hardware para uso na Atenção Primária (clique nas imagens para ampliar).

A quantidade de informações que um médico tem que acessar durante o atendimento é muito grande. Uma tela bem grande seria bem vinda. As telas planas atuais (LED, Plasma e LCD) já estão com custo acessível e não tem o problema dos volumosos monitores da tecnologia de tubos de vácuo. O consumo de energia também é bem menor além de causar pouca ou nenhuma irradiação para o usuário. A definição da tela não é um requisito importante a não ser para a visualização de imagens.

A imagem abaixo também é outra situação que necessitaria um hardware dedicado.

Os dispositivos de tela móvel como os tablets já estão se espalhando a começar pelo iPAD da Apple (mas com muita restrição para instalar programas). Estão tendo sucesso pois na maioria das vezes o usuário não tem necessidade de entrar uma grande quantidade de dados. Basta tocar na tela e as vezes digitar algumas informações.

Para uso frequente no consultório já teriam limitações pois o médicos tem necessidade de entrar uma grande quantidade de dados sendo necessário um teclado. As telas touchscreen apenas substituem o mouse, mas são inadequadas para substituir o teclado. Por outro lado um iPAD (ou similar) poderia ter uso parcial durante um atendimento fora do consultório. Na prática do PSF seria uma visita domiciliar. Durante o atendimento seria entrado informações bem específicas como dados vitais, exames, pedidos de medicação, encaminhamentos. O resto das informações seriam entradas depois do atendimento já de volta a unidade de saúde. Seriam impressos a documentação pedida que depois seria entregue ao paciente pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Seria a mesma situação de uma corrida de leito em um hospital com o médico não tendo que voltar toda hora para ver dados e realizar os pedidos em um computador. O Prontuário Eletrônico tem que ter a opção de reconhecer que o atendimento está sendo feito em várias etapas sem considerar que são vários encontros.

O iPAD e similares também podem receber um teclado o que significa que pode ser usado em outras partes do serviço como a recepção, acolhimento, sala de vacina, reunião de equipe e grupos operativos. O médico iria gostar de usar como uma segunda tela para mostrar dados (se for viável) e até mostrar dados para o paciente além de usar alguma outra ferramenta como a câmera fotográfica.

Os requisitos dos hardwares atuais incluem a TI verde (tecnologia de informação). Os hardwares devem consumir o mínimo de energia elétrica possível. A tecnologia “paperless” é outro objetivo e já é uma realidade no Prontuário Eletrônico com certificação para não precisar documentar o atendimento em papel. No futuro poderemos ver o uso de cartões para guardar documentos como receitas, pedidos de exames, encaminhamento etc.

Cerca de 64% dos médicos nos EUA já estão usando smartphones no trabalho para acessar aplicativos médicos como prescrição eletrônica. O IBGE usou Smartphones para realizar o Censo 2010 e já estão sendo usados pelos ACS durante a visita domiciliar.

A virtualização pode ser o próximo passo no avanço no acesso a internet. As futuras versões de programas muito usados como o Word da Microsoft não serão instaladas no computador e sim acessados pela internet. Claro que o usuário irá precisa de uma boa conexão, mas tem a vantagem de poder mudar fácil de computador em caso de falha. Significa que se o meu computador der problema eu poderia acessar o prontuário eletrônico pelo meu smartphone. Não poderia imprimir receitas, mas não perderia o acesso aos dados.

Aparelhos eletrônicos capazes de medir a temperatura, pressão arterial e saturimetros já estão disponíveis até com capacidade de passar os dados direto para o computador. Já estão disponíveis no mercado estetoscópios com gravador de som passando os dados para o computador. Seria mais interessante se já sugerissem o diagnóstico e fornecessem recursos para comparar e auxiliar o diagnóstico.

No futuro poderá ser viável o uso de câmeras para realizar fundoscopia e otoscopia com os dados sendo enviados direto para especialistas que dariam o laudo. Para realizar teledermatologia seria necessário uma câmera de alta definição que agora estão ficando cada vez mais baratas.