Archive for the ‘Informativo’ Category

Informática Médica no VI Seminário Internacional da Atenção Básica

13 de agosto de 2012

Foi realizado nos dias 30 de julho a 01 de agosto, o VI Seminário Internacional da Atenção Básica no Rio de Janeiro. O seminário teve duas mesas relacionadas com a informática médica: prontuário eletrônico e registro eletrônico.

Foi mostrado o prontuário eletrônico que será oferecido gratuitamente pelo Departamento da Atenção Básica. Será o Infosaúde já em uso em Florianópolis. As imagens abaixo são da versão antiga. A nova será baseada no registro médico orientado para o paciente.

As imagens da nova versão estará disponível no site do seminário. Todas as apresentações serão colocadas no site:
http://dab.saude.gov.br/sistemas/6seminariointernacional/programacao.php

Conversa sobre Telessaúde no apoio da Estratégia da Saúde da Família

13 de junho de 2012

Participe do chat e discussão ao vivo com Eno Dias de Castro Filho no dia 14 de junho de 2012 as 16:00h. Clique aqui para ver a apresentação ou aqui para maiores informações.

Informática Médica no V Congresso Mineiro de Medicina de Família e Comunidade

13 de abril de 2012

O V Congresso Mineiro de Medicina de Família e Comunidade, a ser realizado em Montes Claros/MG, entre os dias 7 e 10 de junho de 2012, terá várias apresentações relacionadas com a Informática Médica. No dia 8 junho haverá uma mesa redonda sobre Prontuário Eletrônico de 9 / 12 horas, uma mesa redonda sobre CIAP de 13:30 / 18:30 e uma mesa sobre Telessaúde de 16:30h / 18:30h.

A grade completa do congresso pode ser vista no link:
http://www.cmmfc2012.com.br/programa.html

GT Prontuário Eletrônico

29 de março de 2012

A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) iniciou discussões sobre requisitos de prontuário eletrônico para a APS. Para se associar basta ir no site da lista de discussão e se inscrever: http://groups.google.com/group/prontuario-eletronico-sbmfc

O grupo conta também com membros do Departamento de Atenção Básica (DAB) do Ministério da Saúde. A imagem abaixo é um esboço do Projeto SisABS do DAB.

Workshop “Experiencing an Episode-Based and Problem Oriented Medical Record – Transition Project Brazil”

19 de outubro de 2011

Será realizado no Rio de Janeiro (RJ), entre os dias 16 e 17 de dezembro o workshop “Experiencing an Episode-Based and Problem Oriented Medical Record – Transition Project Brazil”. Para mais informações clique aqui.

Twitando com o DAB

23 de setembro de 2011

Mensagem do Heider Aurelio Pinto, Diretor da Atenção Básica do MS no Twiter. “Deu tudo certo no debate c Secretarias Estaduais sobre TI, Sistema Único de Informação e Atenção Básica, junto com DATA-SUS. Apresentamos Investimento Federal em a)conectividade; b)infra-estrutura de rede; c)equipamentos; d)integração e disponibilização de sistema! Tudo c objetivo d avançarmos décadas na informatização atenção básica e na gestão d informação q qualifique acesso, cuidado e efetividade!”

Portaria do MS define quais serão os padrões de informação em saúde a serem usados no Brasil

2 de setembro de 2011

A Portaria regulamenta o uso de padrões de informação em saúde e de interoperabilidade entre os sistemas de informação do SUS, nos níveis Municipal, Distrital, Estadual e Federal, e para os sistemas privados e de saúde suplementar.

A definição dos padrões de informação em saúde e de interoperabilidade de informática em saúde tem como objetivos definir a representação de conceitos a partir da utilização de ontologias, terminologias e classificações em saúde comuns, e modelos padronizados de representação da informação em saúde, criar e padronizar formatos e esquemas de codificação de dados, de forma a tornar célere o acesso a informações relevantes, fidedignas e oportunas sobre o usuário dos serviços de saúde; promover a utilização de uma arquitetura da informação em saúde que contemple a representação de conceitos para permitir o compartilhamento de informações em saúde e a cooperação de todos os profissionais,  estabelecimentos de saúde e demais envolvidos na atenção à saúde prestada ao usuário do SUS; fundamentar a definição de uma arquitetura de informação nacional, independente de plataforma tecnológica de software ou hardware, para orientar o desenvolvimento de sistemas de informação em saúde; e permitir interoperabilidade funcional, sintática e semântica entre os diversos sistemas de informações em saúde, existentes e futuros.

Visa também estruturar as informações referentes aos atendimentos prestados aos usuários do SUS visando a implementação de um Registro Eletrônico de Saúde (RES) nacional e longitudinal; e definir o conjunto de mensagens e serviços a serem utilizados na
comunicação entre os sistemas de informação em saúde;

Os padrões de interoperabilidade constarão do Catálogo de Padrões de Interoperabilidade de Informações de Sistemas de Saúde (CPIISS), publicado pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS/SGEP/MS), disponível para a sociedade em geral, sendo a primeira versão publicada em anexo a esta Portaria, Os padrões publicados no CPIISS conterão um conjunto de metadados que seguirão o formato definido pelo Padrão de Metadados do Governo Eletrônico Brasileiro – EPMG.

Serão adotados padrões de interoperabilidade abertos, sem custo de royalties.

CATÁLOGO DE SERVIÇOS
1. Para a interoperabilidade entre os sistemas dos SUS será utilizado a tecnologia Web Service, no padrão SOAP 1.1 (Simple Object Access Protocol) ou superior.

2. Para a garantia de segurança e integridade de informações será adotado o padrão WSSecurity para criptografia e assinatura digital das informações.

3. Os Web Services são identificados por um URI (Uniform Resource Identifier), descritos e definidos usando WSDL (Web Service Description Language).

CATÁLOGO DE PADRÕES DE INFORMAÇÃO

1. Para a definição do Registro Eletrônico em Saúde (RES) será utilizado o modelo de referência OpenEHR, disponível em http://www.openehr.org/home.html.

2. Para estabelecer a interoperabilidade entre sistemas com vista a integração dos resultados e solicitações de exames será utilizado o padrão HL7 – Health Level 7.

3. Para codificação de termos clínicos e mapeamento das terminologias nacionais  e internacionais em uso no país, visando suportar a interoperabilidade semântica entre os sistemas será utilizada a terminologia SNOMED-CT http://www.ihtsdo.org/snomed-ct/.

4. Para a interoperabilidade com sistemas de saúde suplementar serão utilizados os padrões TISS – Troca de Informações em Saúde Suplementar.

5. Para a definição da arquitetura do documento clínico será utilizado o padrão HL7 CDA.

6. Para a representação da informação relativa a exames de imagem será utilizado o padrão DICOM.

7. Para a codificação de exames laboratoriais será utilizado o padrão LOINC (Logical Observation Identifiers Names and Codes).

8. Para a codificação de dados de identificação das etiquetas de produtos relativos ao sangue humano, de células, tecidos e produtos de órgãos será a norma ISBT 128.

9. Para a interoperabilidade de modelos de conhecimento, incluindo arquétipos, templates e metodologia de gestão será utilizado o padrão ISO 13606-2.

10. Para o cruzamento de identificadores de pacientes de diferentes sistemas de informação, será utilizado a especificação de integração Patient Identifier Cross-Referencing (IHE-PIX).

11. Outras classificações que serão utilizadas para suporte à interoperabilidade dos sistemas de saúde: CID, CIAP-2 (Atenção primária de saúde), TUSS e CBHPM (Classificação brasileira hierarquizada de procedimentos médicos) e tabela de procedimentos do SUS.

texto completo: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/2c_260811.pdf

Alert + Fiocruz = Skynet

25 de agosto de 2011

O presente da Alerta para a Fiocruz é acabar com o maior valor da instituição: o nome. Qualquer que seja a desculpa o valor está hiperfaturado.

Fonte: http://www.baguete.com.br/noticias/software/24/08/2011/fiocruz-r-365-milhoes-sem-licitacao

“A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), entidade de pesquisa ligada ao Ministério da Saúde, comprou um sistema de gestão de dados da portuguesa Alert por R$ 365 milhões.

Publicada no Diário Oficial na segunda-feira, 08, a compra foi feita sem licitação, informa a Folha Online.

O contrato de cinco anos prevê transferência de tecnologia e visa integrar dados da redepública de saúde e criar prontuários eletrônicos para os pacientes do SUS, que poderão ser acessados pela internet.

A dispensa de licitação chama atenção quando o setor de software para saúde possui grandes competidores como MV Sistemas e Totvs. Outro possível concorrente seria a estatal de processamento de dados do SUS, a Datasus.

O valor é inédito no setor de softwares para a saúde, segundo afirmou à Folha o presidente da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde, Claudio Giulliano.

O valor do contrato é três vezes maior que o faturamento da Alert em 2010, que segundo o site da empresa foi de 46,9 milhões de euros, R$ 108 milhões pela cotação de hoje. [A MV faturou R$ 84 milhões em 2010 e projeta R$ 126 milhões para 2011].

A implementação supera em valor ao projeto do sistema de gestão Oracle para a Vale, um dos maiores já feito no país e orçado em US$ 55 milhões segundo reportagens publicadas à época, em 2002.

O vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fiocruz, Pedro Barbosa, disse à Folha que a Alert foi escolhida por requisitos técnicos e ter a certificação internacional IHE (Integrating the Healthcare Enterprise).

A Alert, que tem filial em Belo Horizonte e em 2009 divulgou atender 30 hospitais brasileiros, seria a única empresa do segmento operando no país a possuir a certificação.

Uma consulta ao site da IHE revela que 298 fornecedores de TI em todo mundo tem a certificação, incluindo nomes de peso como Philips Healthcare, Software AG, Toshiba Medical Systems, Vocollect Healthcare Systems, Informatica.

Participam ainda da IHE 58 associações de profissionais de saúde, 31 organizações de educação e pesquisa em saúde, nove associações comerciais ligadas a saúde e 16 agências de governo e parcerias público privadas. A grande maioria está sediada nos Estados Unidos e Europa.

Não há nenhuma instituição brasileira na lista, que pode ser conferida pelo link relacionado abaixo.

Menos de um mês antes da públicação, Augusto Cesar Gadelha Vieira, diretor do departamento de Informática do Datasus, e Paulo Ernani Gadelha Vieira, presidente da Fiocruz, viajaram a Portugal para conhecer os serviços da empresa, aponta a Folha. ”

 

Comentários:

– O valor do contrato permite contratar dezenas de empresas e ver qual é a melhor (ou a menos ruim)

– Um dos maiores problemas da APS é a grande demanda e um Software lento para preencher como o Alert só complica mais as coisas. As mudanças são tantas que provavelmente terá que ser refeito e é a alegação para contratar o sistema ao invés de iniciar o desenvolvimento de um (mas que já vem sendo estudada há vários anos).

– O valor do contrato permite desenvolver outros sistemas como um Prontuário Pessoal de Saúde, sistemas móveis para os Agentes Comunitários, Telemedicina, Programa de Educação Permanente e Gestão do Conhecimento. Então a solução é ainda parcial.

– O objetivo é um sistema único e a ideia acabou de fracassar no Reino Unido.

– A solução será provisória perdendo a oportunidade de investir em pesquisa e desenvolvimento.

– O anúncio pegou todos de surpresa indicando que não foi um processo transparente.

Informática Médica no XI CBMFC

1 de julho de 2011

A Informática Médica esteve presente com frequencia no XI Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade, realizado em Brasília/DF, entre os dias 23 e 26 de junho de 2011. Em todos os tipos de eventos era possível ver que a Informática Médica estava ocupando espaço. Podia ver a citação do tema nas lasas que presenciei e ou em eventos onde apareceu sem que eu procurasse. Podia ser eventos dedicados como a apresentação do CIAP e Sistemas de Apoio a Decisão; teve sala sobre Sistemas de Informação e telemedicina; o Programa de Educação Permanente inclui um Campus Virtual; havia vários posters onde os apresentadores consideraram o uso da informática na resolução dos trabalhos; o curso sobre abordagem familiar sempre citava a importância de usar as ferramentas no computador; nos corredores era possível encontrar gente interessada em discutir o assunto. Alguns estavam desesperados com os problemas que a informatização criava ao invés de resolver.

O mais notável foi a preocupação do Departamento de Atenção Básica com o tema. O Plano Nacional de Banda Larga tem como alvo principais as escolas e unidades de saúde. A banda larga será oferecido para as prefeituras a baixo preço (35 reais contra 70 reais por 1 MB). O objetivo é apoiar a telemedicina, o Cartão Nacional de Saúde e um Sistema de Informação Unificado. Foi citado a futura disponibilização de um Registro Eletrônico do Usuário (REU) gratuito para as prefeituras que se interessarem. O REU terá uma folha de rosto que será um resumo para troca de dados entre várias cidades. Escolher um prontuário único tem mais chances de acertar, mas também de cometer um grande erro.

O congresso também teve notícias ruins. Um médico holandês citou que o pessoal de Tecnologia de Informação tem muita dificuldade em entender a Atenção Primária.

O Ponto de Vista da Turma da Computação

17 de dezembro de 2010

Fábio Castro

Adicionei um novo link sobre um blog sobre Informática Médica espanhol. Se chama Informática Médica Y Estándares . O autor é especialista em Engenharia da Computação com especialização em Informática Médica. A leitura dos posts do blog permite perceber a diferença de ponto de vista do pessoal da Computação e dos Médicos que se interessam pelo assunto.

Se eu dividir um software em camadas a primeira é o banco de dados onde os dados serão gravados como a lista de pacientes. A segunda camada é o “Business-Logic Layer” que está relacionado com o fluxo de trabalho. A terceira é a “User-Interface Layer”. Eu me preocupo com a terceira e um pouco com a segunda camada. O pessoal da Computação costuma se preocupar em ordem inversa com assuntos relacionados com padronização e segurança de informações.